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Vantagens do Ozônio


Comparado ao cloro, o ozônio oferece muitas vantagens no processamento de alimentos e bebidas e na sanitização de materiais e superfícies. O cloro tem sido utilizado como produto de primeira escolha na indústria de alimentos, no entanto sabe-se que muitos subprodutos são derivados da ação oxidante do Cloro, como a formação de THM (trihalometanos), cloraminas, dioxinas que são produzidas na reação de cloro com matéria orgânica. Estas substâncias são conhecidas como carcinogênicas.


Preservação e Estocagem

Praticamente a preservação de alimentos começa com a esterilização do ar de tal modo que o local de estocagem contenha quantidade suficiente de ozônio para destruir os microorganismos. Simultaneamente, altas taxas de decomposição de ozônio são esperadas devido à necessidade de elevada umidade nos locais de armazenagem e também à reação de oxidação que se inicia imediatamente nas paredes do local de estocagem, no material de embalagem e na absorção dos produtos. Estes fatores exigem a necessidade da mais perfeita distribuição do "ar ozonizado" dentro do local de estocagem e tornam imperativo o uso de um gerador de ozônio cuja capacidade seja suficiente para manter a concentração de ozônio em toda a massa de ar. Caso não seja, corre-se o perigo de que o ozônio não alcance os produtos estocados. Para atingir o objetivo, recomenda-se uma forte movimentação do ar.

A câmara de estocagem não precisa ser hermeticamente selada, como exemplo, no caso de aplicações de atmosfera estática de gás carbônico. Deve-se procurar um equilíbrio, mesmo nos locais fechados, entre a quantidade de ozônio consumida pelo ambiente, pelas embalagens, pelas paredes, etc. através da absorção, pelos produtos armazenados, para a destruição dos germens superficiais, para a oxidação dos produtos metabólicos, etc. de um lado e a quantidade de ozônio introduzida no outro. Depois de introduzir o ozônio a decomposição continua, razão pela qual um excesso do mesmo deve ser introduzido, assegurando a quantidade suficiente para a destruição dos microorganismos, oxidação dos odores e dos produtos metabólicos.


Efeito Germicida

O poder germicida do ozônio é geralmente específico em relação a determinada espécie. A ação inicial do ozônio é no fungo, impedindo seu crescimento rapidamente principalmente se estiver no estágio inicial de ataque a superfície do produto. Depois, destrói as culturas formadas. O ozônio ataca imediatamente as células da superfície e tem pequeno poder de penetração. Kolodyaznaya e Sponina investigaram a micro flora causadora da deterioração da batata. Culturas puras de fungos Fusarium Solani, Rhisoctonia Solani e Phytophtora Solani foram expostas à ação do ozônio. Destas espécies, a Fusarium Solani provou ser resistente ao ozônio.

A ozonização aplicada em carne refrigerada estocada destruiu os microorganismos superficiais, particularmente os da família Pseudomonas, responsáveis pela deterioração Aumentando-se o teor de umidade da câmara, eleva-se, favoravelmente, o efeito germicida. Isto é conseguido pôr causar "cansaço" aos micróbios e torná-los mais susceptível à destruição. Testes realizados com carne mostraram que o ozônio é mais eficiente se a superfície tem uma umidade de cerca de 60 %.(sessenta por cento).


Efeitos sobre Odores

O ozônio tem um cheiro característico, mas, apesar disto, ele não mascara o cheiro de uma aplicação. O oxigênio atômico, formado na decomposição do ozônio, oxida, imediatamente, as substâncias causadoras do cheiro. De todos os odores, o cheiro característico da putrefação é o mais difícil de ser eliminado, mesmo com o emprego do ozônio.

De um modo geral, quanto mais baixa é a temperatura e quanto maiores as moléculas envolvidas, mais difícil é a oxidação. A umidade do ar não tem efeito algum sobre o processo. Em concentrações muito baixas de ozônio, digamos entre 0,01 e 0,04 ppm, o ar dentro da câmara de refrigeração é fresco e agradável e nenhum mau cheiro é sentido. É um fato consumado que o odor de frutas aromáticas como os morangos é aumentado na presença de ozônio.

É possível que a formação da fragrância e perfumes que dão aos frutos sabores característicos seja ajudada pela presença do ozônio. A esterilização do ar com ozônio, em locais de venda de frutas, impede que o odor dos materiais de embalagem sejam transferidos às frutas, fenômeno freqüentemente observado particularmente, quando caixas de madeira são utilizadas em locais refrigerados, com umidade entre 85% a 90%.


Desinfecção e Remoção de Odores

Armazéns de estocagem, de distribuição e lojas refrigeradas de venda, podem ser desinfectadas, na maioria dos casos, pela introdução de ar ozonizado. Isto, independente da ação direta do ozônio exercida sobre o alimento, frutas, bebidas, etc., estocados no local. O processo, entretanto, além de desinfectar, remove odores desagradáveis, freqüentemente encontrados nos materiais de embalagens, de tal modo que os produtos podem reter seu cheiro e sabor original.

A oxidação de compostos geradores de cheiro em tais locais resulta numa atmosfera agradável, parecendo ar fresco das montanhas e, sendo necessário para isto, uma concentração muito baixa de ozônio: somente 0,01 a 0,04 ppm. O ozônio em concentrações de 0,1 ppm é capaz de destruir microorganismos e remover odores após uma exposição de 48 horas. Um tempo de exposição maior, em menor concentração, é equivalente em efeito bactericida, contudo é falho na eliminação de odores.

 

Efeitos Bactericidas Esterilizadores em Microorganismos

O uso de ozônio foi usado durante décadas, deve-se principalmente sob sua ação em microorganismos encontrados na água os quais ultrapassam e muito os de qualquer outro desinfetante. Testes demonstraram que ele destrói com grande eficiência, esporos, fungos, amebas, vírus, bactérias assim como, vários germes patogênicos e saprofíticos, esses microorganismos representam uma grande variedade de espécies, gêneros e famílias. Holluta e Unger mostraram que a taxa de destruição de germes não dependia do pH este fato constitui uma das maiores vantagens do ozônio sobre outros desinfetantes.

Na purificação de água o ozônio residual é o fator crítico que controla a destruição de microorganismos, no começo da década de sessenta a opinião era unânime de que o ozônio teria um efeito mais rápido sobre vírus do que aquele obtido sob a ação do cloro.

Os vírus provaram ser resistentes ao cloro sob certas circunstâncias, mas é extremamente difícil destruí-los mesmo quando expostos ao ozônio. Katzenelson pôs grande ênfase no efeito sobre vírus durante suas investigações desde que eles são sabidamente mais resistentes à desinfecção do que às bactérias. Um fenômeno notável nas suas investigações foi o processo em duas etapas para a inatividade do vírus.

No período um, com duração de 10 segundos conseguiu-se matar 99%. O período dois consumiu muitos minutos para a destruição completa. Aplicou-se o ozônio em sete níveis intermediários entre 0,07 e 2,5 ppm, mas o fenômeno não dependia das mudanças na concentração, de acordo com Berg a maior resistência dos vírus é causada pela formação de blocos, para estabelecer a teoria a preparação do vírus da pólio foi submetida a ultra som de 100W pôr 2 minutos na freqüência de 20mhz o ultra som causou a quebra dos tais blocos de vírus, os quais se tornaram então, extremamente, suscetíveis ao ozônio.

A transmissão pôr vírus podem ocorrer na água, assim, as possibilidades de inatividade devem ser determinadas com maior precisão para poder prevenir a infeção pôr vírus. Coin investigou a inatividade do vírus da poliomielite pôr ozônio, tendo conseguido matar 99,99% mantendo um residual de 0,3 à 0,4 ppm na água no tempo de três a quatro minutos. Gevaudan determinou que substâncias orgânicas e inorgânicas na água reduzem o efeito do ozônio, no restante suas conclusões foram idênticas àquelas de Coin.

Pesquisadores americanos estudaram uma variedade de microorganismos entre eles o Bacillus Anthracites, os quais causam antrac (espécies de furúnculos em bovinos, ovinos, suínos até mesmo seres humanos) o Clostridium Botulinum cujas toxinas paralisam o sistema nervoso central, encontrado em alimentos e carnes, a Influenza vírus, o Bacillus Subtilis (o bacilo do feno) que decompõe matéria orgânica. As experiências usaram concentração de ozônio de 100 à 200ppm. Miller conseguiu uma esterilização completa dos esporos do Bacillus Subtilis expondo-os a 100ppm de ozônio pôr 45minutos.

Ratos foram inoculados com a toxina, tipo A, que continha a bactéria causadora do botulismo e ovos com o vírus da influenza. A cultura continha o máximo de 10 bacilos causadores de botulismo a qual representa exatamente a dose letal para ratos, uma exposição ao ozônio pôr 30 minutos foi em geral suficiente para animais inoculados sobreviverem, no caso do vírus influenza as culturas permaneceram negativas durante os exames de verificação.

Foi também demonstrado que outros microorganismos poderiam ser destruídos pela aplicação de 1,5 à 2,0ppm de ozônio entre eles estava incluído o Typhus Abdominalis que se propagam tipicamente infectando a água causando o tifo.

 

OZÔNIO CLORO
Em contato com outros compostos, se dissocia a oxigênio

Em contato com proteínas gera compostos orgânicos clorados (cloraminas), substâncias que contaminam o meio ambiente e são cancerígenas aos humanos

Não causa alergia ou irritações e não descolore roupas e piscinas de vinil No tratamento de piscinas causa problemas com irritação nos olhos, pele e descoloração de roupas
O ozônio é um excelente desodorizador, despolarizador e clarificador Deixa odor, gosto e coloração branca na água
Não deixa resíduos Gera compostos tóxicos, chamados trialometanos
Não necessita de transporte ou consome insulso, é produzido no local Necessidade de adquirir e transportar produtos químicos perigosos
Processo natural Processo químico

 

AÇÃO CLORO OZÔNIO
Odor Desagradável Típico (desaparece com o tempo)
Sabor Desagradável Nenhum
Cor Tende ao amarelo Cristalino
Atividade anti-viral Nenhuma Elevada
Atividade antibacteriana Variável Amplo espectro
Atividade destrutiva sobre algas e protozoários Leve Elevada
Atividade destrutiva sobre fungos Leve Elevada
Atividade destrutiva sobre esporos e cistos Leve Elevada
Atividade destrutiva sobre moléculas orgânicas Nenhuma Elevada