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Ozônio na Área Agrícola

 

Aplicação do Ozônio em Frutas

Na estocagem de frutas, cuidados especiais devem ser tomados para que cada peça tenha a sua volta espaço suficiente não oferecendo resistência à passagem de ar assegurando, assim, uma ventilação adequada. Ao mesmo tempo em que o ozônio previne a formação de colônias de fungos nas paredes dos locais de estocagem, nos materiais de embalagem e nos engradados de madeira, estes fungos, mesmo não sendo nocivos ao produto, rapidamente imprimem um odor desagradável às frutas. Em ambientes de estocagem refrigerados, a proliferação do chamado "blue mold rot" causador do apodrecimento é extremamente rápida e o crescimento não é retardado mesmo em temperaturas tão baixas quanto 0º C.

Devido à rápida decomposição do ozônio, pessoas podem penetrar nos locais de estocagem, imediatamente após a interrupção da injeção de ozônio, sem prejuízo à sua saúde. Esta característica, junto ao rápido efeito de desinfecção, são de grande importância, particularmente para a troca de produtos estocados.

Aplicação do Ozônio em Bananas

Altas concentrações de ozônio intensificam o metabolismo das bananas. Danos fisiológicos podem ser induzidos, contudo, pôr pequenas concentrações, da ordem de 1.5 ppm pôr exemplo. Depois de 8 dias, manchas pretas aparecem na casca se a concentração de ozônio é mantida entre 25 e 30 ppm; se mantido entre 30 e 90 ppm o processo de respiração é acelerado apesar do amadurecimento não ser afetado. O fenômeno pode ser atribuído à destruição, imediatamente após à sua formação, de substâncias produzidas pôr outras frutas mais maduras as quais aceleram o processo de amadurecimento. Uma concentração de ozônio entre 1,5 e 7 ppm e uma temperatura de 12º C comprovaram ser as melhores condições para a estocagem de bananas onde nem a taxa de amadurecimento nem a intensidade de respiração mudam significativamente. Atualmente, bons resultados são obtidos aumentando-se o tempo de estocagem durante o transporte.


Aplicação do Ozônio em Laranjas

As laranjas são insensíveis mesmo em relativamente a altas concentrações de ozônio, pôr exemplo, 40 ppm durante a estocagem. Entretanto seu amadurecimento é retardado pela oxidação do etileno e outros produtos metabólicos.


Aplicação do Ozônio em Morangos, Amoras e Uvas

Estas frutas tendem a desenvolver colônias de fungos durante a estocagem. Esta tendência pode facilmente ser eliminada com ozônio numa concentração de 2 a 3 ppm sem que seja afetada a qualidade ou sabor das mesmas, conseguindo-se, assim, dobrar-se o tempo de estocagem. É importante que o método de embalagem não interfira com o contato entre o ozônio e as frutas.


Aplicação do Ozônio em Maçãs

Dependendo da espécie, um efeito indicando distúrbio biológico pode ser detectado durante a estocagem, somente se o ozônio estiver acima de 2 a 11 ppm. Experiências feitas nos USA mostraram que a maioria das espécies não mostraram sinais de deterioração mesmo após 5 meses de estocagem em ambiente refrigerado e sob uma concentração de ozônio de 2 ppm. Com concentrações levemente maiores, foi observada uma diminuição do odor em algumas espécies. A remoção do etileno gerado tem um efeito significativo no aumento do tempo de estocagem. A inatividade dos produtos metabólicos também retarda o aparecimento das manchas marrons na casca.


Aplicação do Ozônio em Pêras

 

Para a específica espécie pesquisada, nenhuma deterioração foi observada num período de 17 dias a 3 ppm de concentração de ozônio, numa temperatura de 5º C. Sob estas condições, nenhum aumento foi detectado nas taxas de respiração.


Aplicação do Ozônio em Vegetais

Vantagens semelhantes às da estocagem de frutas puderam ser observadas. Na União Soviética, a couve-flor, entre outros vegetais, foram estocados com sucesso após o tratamento com ozônio.


Aplicação do Ozônio em Batatas

Durante a estocagem sob determinado processo houve mudança nos valores nutricionais do tubérculo, sendo o mais importante a mudança do complexo carboidrato, do conteúdo de vitamina e da respiração do tubérculo. Em batatas ozonizadas, o conteúdo de amido e vitamina C aumentou e o de açúcar diminuiu, tendo a respiração mostrada somente uma pequena mudança. Ficou estabelecido que uma exposição de ozônio com concentração de 15 a 18 ppm pôr 6 a 10 horas eliminou completamente o crescimento de fungos do tipo Phytophitora. A cor, sabor e consistência não mudaram durante o processo.